Capas ao Redor do Mundo: A Menina que Roubava Livros

Oii, gente, tudo bom?

Hoje é dia de mais um Capas ao Redor do Mundo, mas dessa vez é especial porque é de um livro que eu gostei muitoA Menina que Roubava Livros (clique aqui para ler a resenha). Esse livro é bem famoso pelo mundo inteiro, então encontrei muuuitas capas, mas eram tantas feias, que acabei desanimando e parei por aqui mesmo haha. Espero que vocês gostem!

Não deixem também de ver meu vídeo infinito falando sobre o livro e sobre o filme!

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1- Pela primeira vez a nossa capa ficou em primeiríssimo lugar! Eu acho essa capa tão bonita que não consegui ter olhos para nenhum outra haha Na foto ela nem está tão bonita, mas pessoalmente… Ela é perfeita!
2- Essa é uma das capas do Reino Unido, ela é muito bonita e acho que tem tudo a ver com o livro. Retrata bem a morte como narradora e a Liesel (com um livro na mão!) como personagem principal.
3- Mais uma do Reino Unido. Essa capa, apesar de ser linda, é meio sinistra, né? Ela tá brincando com a morte! O que, mais uma vez, tem tudo a ver com a história, mas não me impede de ficar com arrepios haha
4- Essa capa e americana. Quem leu o livro vai entender o porquê dos dominós. Mais uma vez, representa bem a história, mas é outra capa que me dá medo, e nem é tãaao bonit assim.

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5- Essa capa, em especial, é da Inglaterra, mas vários outros países copiaram a ideia, inclusive o Brasil. Eu acho essa capa maravilhosa, é uma das minhas capas favoritas de filmes.
6- A capa do Vietnã é outra que me dá medo. Por que eles continuam colocando a morte desse jeito? Mas tenho que admitir que o desenho ficou bem bonito. E, bom, continua tendo tudo a ver com a história.
7- Ainda não entendi muito bem qual foi a da capa da Eslovênia, não me lembrou nenhuma parte específica do livro, imagino que seja apenas a Liesel. Mas ainda achei bem bonita e diferente.
8- Essa capa Turca é tão solitária. Não sei se eles quiserem lembrar alguma cena em especial, mas me lembrou o livro num quadro geral, sabe? E me fez ficar com pena

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9- O mais engraçado nessa capa Russa é o nome! Olha isso, tem até números! hahaha Essa capa até tem um conceito legal, parece que a morte tá “brincando” com a Liesel, mas eu achei macabra demais para a história.
10- A capa da Austrália até tava bonitinha, antes de espirrarem aquelas gotas de sangue ou sei lá o que é aquilo! Também não gostei do jeito que colocaram o nome do livro e do autor, achei meio feinho.
11- O Reino Unido fez uma montagem meio diferente e tal, que tem bastante a ver com o livro, só não ficou tão legal assim…
12- WTF Japão. A capa até é legal, só ainda não entendi o sentido.

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13- A da Noruega é… diferente. Parece um menino lendo e esse arame aí me deixou meio confusa, mas ok.
14- Até a menina do filme, que é linda, ficou feia nessa capa! O Reino Unido escolheu a pior foto da coitada!
15- “Ladrona”, parece eu quando era pequena! hahahaha A capa da Espanha ficou mais ou menos… Parece mais uma história infantil, não parece?
16- E por fim, a Itália confundiu a Liesel com a chapeuzinho vermelho! =( Só espero que aquele seja o cesto com as roupas passadas ao menos!

Espero que vocês tenham gostado do post! Qual foi a capa favorita de vocês?

Resenha: A Menina que Roubava Livros — Markus Zusak

A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.

Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.

Título Brasileiro: A Menina Que Roubava Livros
Título Original: 
The Book Thief
Autor(a):
Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 480
Ano: 2007
Skoob
Nota:
5 estrelas

Eu tenho a primeira edição de A Menina que Roubava Livros. Ela foi lançada em 2007, mas eu imagino que eu tenha comprado lá por 2009. Desde então o livro ficou ali largado na minha estante, juntando poeira, porque eu tinha ouvido muitos comentários de que o livro era cansativo. Porém, com a estréia da adaptação dia 31 de janeiro, decidi que já era mais do que hora de ler, e me deparei com uma das melhores leituras da minha vida.

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Liesel é apenas uma garotinha de 10 anos quando o governo nazista decide que ela e seu irmão devem ir morar com uma outra família, os Hubermann. No caminho, seu irmão mais novo acaba morrendo, dentro do trem, e ela e a mãe precisam parar em uma cidade qualquer para enterra-lo. É nesse enterro que Liesel encontra seu primeiro livro “O Manual do Coveiro”, que escorregou do bolso do coveiro que realizou a cerimonia. Ao chegar na nova escola, a garota precisa ser colocada em uma série de crianças mais novas porque ela não sabe nem ao menos ler. Por isso, durante todas as noites, quando Liesel acorda de seus pesadelos com a morte do irmão, seu pai, Hans, senta-se ao lado de sua cama e a acompanha em uma leitura de “O Manual do Coveiro”.

Esse livro conta, simplesmente, uma das mais lindas histórias que eu já vi. O cenário é a Alemanhã nazista, em plena Segunda Guerra Mundial, porém, ao invés de retratar essa realidade pelos olhos dos judeus ou dos países que estavam perdendo a guerra, Markus teve a brilhante ideia de mostrar a vida de uma simples família alemã. Os Hubermann não eram nazista e nem mesmo tinham dinheiro de sobra, pelo contrário, a situação financeira deles (como a da Alemanhã inteira) foi piorando aos poucos. Porém, como uma típica família Alemã, eles viviam o dia a dia da guerra e lidavam com tudo aquilo da melhor maneira possível.

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No começo do livro, nós vemos apenas pequenos traços do nazismo. E, aos poucos, ele vai virando cada vez um elemento mais importante na história. Mas não se engane, o livro não é só sobre isso. Acho que dá, até mesmo, para considerar isso um pano de fundo. O que Zusak retratou foi o cotidiano de Liesel, uma garotinha que teve que aprender a ler para não sofrer mais bullying na escola e que logo vira melhor amiga de Rudy, seu vizinho apaixonado por ela. Os dois se metem em incontáveis confusões, principalmente roubando comida para Rudy e livros para Liesel.

Além da história maravilhosa, a narrativa é outro elemento muito importante. A própria Morte é quem nos conta a história e ela é uma narradora tão incomum quanto o possível. Além de destacar várias partes do texto, ela não se importa em dar spoilers, por isso o livro é todo recheado de leves spoilers que a Morte sorte, mas isso, ao contrário do que eu imaginei a princípio, apenas enriquece a leitura, porque o leitor precisa saber como aquelas coisas irão acontecer.

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Eu gostaria também de falar de todos os relacionamentos do livro. Da Liesel com o Hans e com o Rudy, e até mesmo com a Rosa, sua mãe, mas infelizmente a resenha ficaria muito grande. Quem tem curiosidade para saber mais sobre a história, assista ao vídeo que nele eu falo muito mais sobre esse maravilhoso livro. Aqui eu apenas garanto a vocês que essa foi uma das minhas melhores leituras e que eu acho que todos deveriam ler. Vi vários comentários dizendo que o começo do livro é chato, e eu garanto: ele apenas melhora a cada página!